7.7.09

Escrito há tempos e encontrado ao acaso.

Morango com chocolate. (Ela lembra quando escreveu isso e por que)

E não é que às vezes a vejo sorrindo em meio a pensamentos ruins - ela se lembra que nem tudo é tão ruim.

Há momentos preenchidos dela com ele que tornam as coisas doces.

Uma tonta ilusão com prazo de validade não exposto - mas enquanto houver sorrisos gratuitos e solitários [consequência das lembranças da compania] estará valendo a pena.

6.7.09

Para sempre.

Em meio a uma página lida e outra, ela parou para pensar sobre o quanto gostaria de ter certeza. Ter certeza que ia durar para sempre, que ela não precisava se preocupar: tudo ia se realizar. Ela acha difícil demais lidar com a possibilidade de fim, a todo tempo. Ele parece encarar de uma maneira melhor, ela insegura. Queria se ele jurasse, ela se comprometesse, assinassem um documento com testemunhas. Mas não era assim, simplesmente não era. Ela terá que lidar com a dor do fim, assim como já lidou antes. Mesmo que desta vez pareça que o para sempre é possível. Chega a ser desespero, às vezes.

5.7.09

Sonho.

No meio do ócio de domingo ela lembrou que sonhou com uma pessoa que há tempos deixou de ser um amigo. No sonho a pessoa fazia um presente para ela com desenhos e terra. Ela se emocionou e até chorou, mas começou a cair de uma árvore quando foi acordada com um sorriso dos olhos de avelã.

Ela pensou em contar para a pessoa o sonho, mas desistiu. Há tempos ela desencanou de ter conversas maduras e sinceras com pessoas que não correspondem. Triste isso, mas decidiu sem arrependimentos.